Friday, March 25, 2011

Indústria brasileira precisa ser mais competitiva, diz embaixador chinês

A ampla entrada de manufaturados chineses no Brasil se deve às “leis da economia de mercado”, e a indústria brasileira “tem que fazer seus próprios esforços” para aumentar a competitividade de seus produtos, diz o embaixador da China, Qiu Xiaoqi.

Após palestra no Instituto de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Xiaoqi disse que os produtos chineses entram no país porque são competitivos, e o fato de terem preços baixos e estarem disponíveis em boa quantidade “é bom para o mercado do Brasil”.

“Se a China não oferecesse esses produtos, o Brasil teria que pagar mais caro para importar de outros países. Se ocorre alguma desindustrialização no Brasil, isso não tem a ver com a China. É uma questão diferente”, afirma o embaixador.

Setores da indústria brasileira dizem que os baixos preços de produtos importados da China podem causar uma “desindustrialização”, inviabilizando a produção local.
Xiaoqi diz que as relações bilaterais se baseiam na lógica do mercado e beneficiam ambos os lados. Ele aponta que, em 2010, os negócios bilaterais resultaram num superávit comercial de US$ 5 bilhões para o Brasil.

Desequilíbrio
O gigante asiático é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. Porém, de acordo com um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apesar de o saldo na balança comercial ser positivo para o Brasil, o desequilíbrio é grande.


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