Monday, September 19, 2011

Para Nobel da Economia, crescimento acelerado traz riscos para o Brasil

Vencedor do Nobel da Economia, o americano Robert Engle considera o Brasil “uma das nações milagrosas da última década”, mas vê risco de que o crescimento acelerado do país não seja acompanhado por suas instituições.
“Há um risco de que as coisas estejam acontecendo muito rápido, e que a infraestrutura e as instituições não consigam acompanhar (esse ritmo)”, afirmou Engle, professor de finanças na New York University Stern School of Business e vencedor do Prêmio Nobel em 2003, durante uma visita ao Rio.

“Acho que esse é um desafio contínuo, e que investidores, empresários, reguladores, instituições financeiras devem se manter um pouco conservador porque o risco existe e ninguém quer ser pego se as coisas caírem.”
Para Engle, o Brasil é um dos “grandes exemplos” de progresso, no cenário global, em lugares onde “não se esperava” ver crescimento e riqueza uma década atrás.

Em palestra na Escola de Pós-Graduação em Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Engle apresentou o sistema que vem desenvolvendo para calcular o risco potencial representado por diferentes instituições financeiras à economia dos países.
Nos Estados Unidos, Engle tem usado o sistema para analisar tanto o panorama atual como aquele apresentado antes da crise financeira que estourou em outubro de 2008. E afirma que a situação de hoje não inspira mais confiança:
“De acordo com os nossos números, os riscos hoje são maiores do que eram antes da crise financeira bater. A alavancagem não se reduziu ao nível que estava naquela época”, afirma.
Segundo Engle, os bancos americanos continuam se endividando além do patrimônio que têm, e a situação se agrava com problemas no cenário político.
“A política econômica está sendo muito dificultada pelo processo político. Muitas partes do partido republicano, sobretudo, acham que, quanto pior estiver a economia, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Essa é uma receita para a falta de acordos.”

Touro e salsa

Durante a palestra, ele usou duas fotomontagens para ilustrar possíveis resultados da situação atual. Na primeira, a estátua do touro de Wall Street estava caída, abatida sobre a calçada.
Na segunda, Barack Obama e Sarah Palin eram parceiros de uma salsa animada, suas cabeças sorridentes coladas aos corpos de dançarinos de belos corpos.
“Será que conseguiremos solucionar esse problema, e ver Barack Obama dançando com Sarah Palin?”

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Updated by Carlos Vassallo

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